Exposição de Nádia Taquary aborda ancestralidade e força feminina negra

Exposição de Nádia Taquary no Sesc Belenzinho
Conteúdo
  1. Caminhos abertos por Nádia Taquary no Sesc Belenzinho
  2. O que esperar da exposição de Nádia Taquary
  3. Arte de Nádia Taquary e seus significados
  4. A importância da ancestralidade nas obras de Nádia Taquary
  5. Informações práticas sobre a exposição Ònà Irin: caminho de ferro
  6. Perguntas Frequentes sobre a exposição de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho

Ònà Irin: Caminho de Ferro anda por encruzilhadas protagonizadas por importantes figuras da espiritualidade afro-brasileira, como as Yabás.

Da combinação entre arte contemporânea, ancestralidade e espiritualidade, surgem obras que destacam a pesquisa da artista sobre o universo afro-brasileiro e a presença feminina nos mitos de criação das matrizes iorubás.

Depois de passar pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), a exposição gratuita chega ao Sesc Belenzinho, num espaço de encontro e reflexão voltado para públicos diversos.

Caminhos abertos por Nádia Taquary no Sesc Belenzinho

A mostra individual, com curadoria de Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos, reúne 22 obras criadas em diferentes momentos da carreira da artista. 

Entre esculturas, objetos-esculturas, instalações e uma videoinstalação, a exposição convida o público para refletir sobre como a ancestralidade e a espiritualidade afro-brasileira se manifestam na contemporaneidade.

A releitura da joalheria afro-brasileira, tradicionalmente conhecida como “joias de crioulas”, busca reencantar a história do Brasil, ressaltando a contribuição e o protagonismo das mulheres negras na formação da identidade nacional.

Mostra individual de Nádia Taquary aborda espiritualidade afro-brasileira e força feminina negra. Foto: Tati de Sá.
Mostra individual de Nádia Taquary aborda espiritualidade afro-brasileira e força feminina negra. Foto: Tati de Sá.

O que esperar da exposição de Nádia Taquary

O projeto expositivo simula os “ònà irin” (caminhos de ferro em iorubá), numa ambientação que amplia a força sensorial e simbólica da mostra.

A montagem propõe uma travessia simbólica, em que o público é guiado por um caminho que entrelaça criação, tempo e energia, como trilhos que conectam mundos materiais e espirituais.

O espaço acrescenta as obras elementos como:

  • Espelhos que multiplicam a percepção do espaço;
  • Luzes focais que destacam obras;
  • Uma paisagem sonora criada pelo músico Tiganá Santana que intensifica a imersão.

Esses componentes criam uma atmosfera que favorece tanto a travessia quanto a contemplação, desafiando o visitante a refletir sobre as narrativas e histórias que estão sendo contadas.

Arte de Nádia Taquary e seus significados

Entre as obras expostas, destacam-se:

  • Mundo/Ifá: Uma cabaça grandiosa adornada com búzios que dá início ao percurso da exposição;
  • Oferenda: Acompanhada do poema Oriki de Ogum, evoca a força do movimento e da abertura de caminhos;
  • Balangandãs: Adornos que sublinham a afirmação da identidade, liberdade e resistência das mulheres negras.

A presença das Ìyàmìs, Orikis e Yabás, representações de divindades femininas, reafirma a potência ancestral e a diversidade de formas de expressão da espiritualidade.

A mostra reverencia o protagonismo das mulheres negras e os caminhos que continuam a se abrir, através das mãos e passos de quem está disposto a forjá-los.

Exposição de Nádia Taquary em cartaz gratuitamente no Sesc Belenzinho. Foto: Tati de Sá.

A importância da ancestralidade nas obras de Nádia Taquary

A artista iniciou sua pesquisa em 2010, com foco na joalheria afro-brasileira e, em especial, as pencas de balangandãs, conjuntos de pingentes metálicos usados por mulheres negras escravizadas e libertas na Bahia dos séculos XVIII e XIX.

Esses adornos carregavam símbolos de fé, proteção e prosperidade, sendo também formas de resistência e afirmação identitária.

Com o tempo, Nádia expandiu sua produção para instalações e esculturas de grande porte, onde o sagrado e o feminino aparecem em composições que misturam materiais como búzios, miçangas, palhas e metais.

Informações práticas sobre a exposição Ònà Irin: caminho de ferro

Veja as principais informações e programe a sua visita:

QuandoEm cartaz até 22 de fevereiro de 2026
Visitas de terça a sábado, das 10h às 21h Domingos e feriados, das 10h às 18h
OndeSesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000, Belém, São Paulo
Ingressos Entrada gratuita sem agendamento
ClassificaçãoLivre
AcessibilidadeA exposição conta com recursos de acessibilidade

Perguntas Frequentes sobre a exposição de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho

Como visitar a exposição de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho?

A exposição de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho, tem entrada gratuita e sem necessidade de agendamento.

Tem estacionamento na exposição de Nádia Taquary, no Sesc Belenzinho?

No Sesc Belenzinho há estacionamento e os preços variam para credenciados e público geral.

Tati de Sá

Caminhante paulistana, que observa e trabalha com arte, educação e cultura.

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